
INSTALAÇÃO – APLICAÇÕES VERTICAIS – REELFLEX (K)NSHTÖU-J / (N)SHTÖU-J # REELFLEX PUR-HF # FESTFLEX (N) GRDGÖU


A máxima performance e longevidade de cabos especializados como os das linhas REELFLEX e FESTFLEX não dependem apenas da qualidade de sua construção, mas fundamentalmente da precisão técnica aplicada durante a instalação. Uma instalação inadequada é a principal causa de falhas prematuras, resultando em paradas não programadas e custos elevados de manutenção. As diretrizes a seguir detalham os procedimentos de engenharia para garantir a integridade mecânica e a vida útil otimizada desses ativos críticos.
1. Sistemas de Ancoragem: O Ponto Crítico de Concentração de Tensão
O ponto de ancoragem é a interface que absorve a totalidade das tensões dinâmicas geradas pelo movimento vertical do sistema. A seleção e implementação do método correto são cruciais para mitigar a fadiga do material.
Método Recomendado: Tambor de Alívio de Tensão
A utilização de uma bobina ou tambor de alívio de tensão é a solução de engenharia superior para a ancoragem de cabos em aplicações verticais. Sua concepção aberta não só simplifica os processos de instalação e substituição, mas, principalmente, distribui as forças de tração de maneira uniforme, eliminando pontos de estrangulamento e protegendo a integridade da cobertura externa.
- Implementação: Execute um mínimo de 2 voltas completas do cabo ao redor do tambor.
- Dimensionamento Crítico: O raio de curvatura do tambor deve respeitar rigorosamente os valores mínimos especificados na Tabela 1 (Raio de Curvatura). A violação deste parâmetro submete o cabo a um estresse de flexão excessivo, acelerando a degradação dos componentes internos e externos.
Método Alternativo: Fixação por Dispositivos de Compressão (Prensa-Cabos)
Quando a fixação por compressão é a única alternativa viável, sua execução deve ser meticulosa para evitar a concentração de tensões que leva a danos por esmagamento ou cisalhamento. O princípio fundamental é dissipar as cargas dinâmicas sobre a maior área de superfície possível da jaqueta externa.
- Regra de Dimensionamento: Recomenda-se um comprimento de fixação (Lfix) de, no mínimo, 25 vezes o diâmetro externo total do cabo.Lfix≥25×∅cabo
- Justificativa Técnica: Este dimensionamento assegura que as forças de compressão do dispositivo de aperto fiquem abaixo do limite de deformação plástica da cobertura do cabo, inibindo o surgimento de microfissuras que poderiam comprometer a proteção contra umidade e agentes externos.
2. Especificações para Cabos REELFLEX: (K)NSHTÖU-J / (N)SHTÖU-J e PUR-HF
A gestão da tensão ao longo de todo o percurso vertical do cabo é vital.
- Fixação Inferior: A terminação inferior, quando necessária, deve seguir o mesmo princípio da ancoragem superior, utilizando um dispositivo de aperto com comprimento de contato de até 25 vezes o diâmetro do cabo.
- Zona de Absorção de Torção: É imperativo manter uma distância livre (Dlivre) de, no mínimo, 40 vezes o diâmetro do cabo entre o final do dispositivo de ancoragem superior e o ponto máximo do curso da máquina.Dlivre≥40×∅cabo
Esta zona livre é funcionalmente essencial para permitir que o cabo absorva e dissipe as tensões de torção inerentes aos ciclos de enrolamento e desenrolamento, prevenindo a propagação de estresse mecânico para o ponto de terminação.
- Mitigação de Picos de Tensão: Em sistemas com acelerações e desacelerações bruscas, a integração de molas de compensação no ponto de ancoragem é uma solução eficaz para amortecer os transientes de carga, reduzindo o impacto dos picos de tensão e aumentando significativamente a vida útil do conjunto.
3. Diretrizes para Cabos FESTFLEX (N)GRDGÖU em Aplicações de Cesta (Basket)
Aplicações em cestas, especialmente em cenários com longos percursos verticais, altas velocidades e exposição a ventos, impõem um regime de estresse complexo e multidirecional ao cabo. A geometria e o dimensionamento da cesta são fatores operacionais determinantes.
- Diâmetro Mínimo de Enrolamento: Para evitar a fadiga por flexão excessiva nos condutores e na estrutura do cabo, o diâmetro de enrolamento no fundo da cesta não deve ser inferior a 1,5 metro. Diâmetros menores induzem deformações cíclicas severas que reduzem drasticamente a vida útil do cabo.
- Otimização do Acondicionamento: A instalação de um cone guia central na cesta é fortemente recomendada. Este componente é vital para garantir um acondicionamento ordenado durante a subida, prevenindo a formação de “cocas” (loops) e o embaraçamento, que podem resultar em danos catastróficos por esmagamento ou tração excessiva durante a descida.
- Design da Cesta para Alta Demanda: Em operações de alta velocidade e grande elevação, o design da cesta deve prever:
- Altura Mínima: Pelo menos 2 metros, para garantir a estabilidade da coluna de cabo acumulado.
- Abertura Cônica: Uma abertura superior em formato de cone facilita a entrada e saída do cabo de forma suave, minimizando o atrito e a abrasão na cobertura externa durante os ciclos operacionais.
Seguir estas diretrizes de engenharia é um investimento direto na confiabilidade e segurança da operação, garantindo que o desempenho superior dos cabos Innovcable seja plenamente alcançado em campo.
INSTALAÇÃO – APLICAÇÕES VERTICAIS – REELFLEX (K)NSHTÖU-J / (N)SHTÖU-J # REELFLEX PUR-HF # FESTFLEX (N) GRDGÖU
- 1. CENTRAL DE RECURSOS TÉCNICOS INNOVCABLE
- 1.1 Guias de Aplicação e Instalação de Cabos Móveis
- 1.2 Ferramentas de Cálculo e Dimensionamento
- 1.3. Especificações e Dados de Materiais
- 1.3.1 CÓDIGOS E NOMENCLATURAS DE CABOS NAVAIS NEK 606
- 1.3.2 CAPAS SHF1 E SHF2 (NEK 606)
- 1.3.3 RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS DE ISOLAMENTO E CAPA
- 1.3.4 RESISTÊNCIA DA ARMAÇÃO (Armour Resistance)
- 1.3.5 NORMAS DE DESEMPENHO NO FOGO (Fire Performance Cable Standards)
- 1.3.6 TABELAS DE FIOS E CABOS TERMOPARES DE COMPENSAÇÃO E EXTENSÃO
- 1.4. Glossário e Referências Rápidas
- 1.4.1 GLOSSÁRIO: TERMOS TÉCNICOS EM INGLÊS:
- 1.4.2 TABELAS DE CÓDIGO DE CORES
- 1.4.3 CLASSE DO CONDUTOR (mm² X AWG) NM280
- 1.4.4 COEFICIENTES DE TEMPERATURA DO COBRE
- 1.4.5 DADOS DIVERSOS DE METAIS
- 1.4.6 CÓDIGOS DE CABOS DE POTENCIA (450/750 V) CENELEC HD 361
- 1.4.7 STANDARDS
- 1.4.8 DIMENSIONAL DAS BOBINAS DE MADEIRA
- 2. NORMAS E REGULAMENTAÇÕES DO SETOR
- 3. Ecossistema de Inovação e Pesquisa
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