
TUDO SOBRE O CABO CONCÊNTRICO: NORMAS E APLICAÇÕES
Cabo Concêntrico: Guia Técnico Completo para Engenheiros e Instaladores O cabo concêntrico representa uma solução de engenharia avançada para redes de
Os cabos blindados para instrumentação representam um componente crítico na espinha dorsal de qualquer sistema de automação e controle industrial moderno. Essencialmente, a sua função primordial é garantir a transmissão de sinais de baixa energia de forma íntegra e confiável, conectando sensores, transmissores e outros dispositivos a painéis de controle e sistemas de aquisição de dados. Devido à sensibilidade desses sinais, a proteção contra interferências eletromagnéticas (EMI) e de radiofrequência (RFI) não é apenas um luxo, mas uma necessidade absoluta para a precisão e segurança dos processos. Consequentemente, a correta especificação e aplicação destes cabos são vitais para engenheiros, instaladores e estudantes que buscam excelência técnica.
| Configuração da Blindagem | Sigla Comum | Proteção Oferecida | Aplicação Recomendada |
|---|---|---|---|
| Blindagem Coletiva (Total) | Bt / OS (Overall Shield) | Protege o cabo inteiro contra ruídos externos. | Ambientes com ruído eletromagnético geral, onde os sinais internos não interferem entre si. |
| Blindagem Individual + Coletiva | Bdc / IS+OS (Individual & Overall) | Elimina Crosstalk (interferência entre pares) + Ruído externo. | Sinais analógicos sensíveis, protocolos digitais rápidos e medições de alta precisão. |
| Blindagem em Trança de Cobre | Malha / TC | Alta resistência mecânica e proteção em baixas frequências. | Áreas com vibração leve ou necessidade de maior robustez física. |
A qualidade e a segurança dos cabos blindados para instrumentação são regidas por normas técnicas rigorosas. No Brasil, a principal referência é a ABNT NBR 10300, que especifica os requisitos de desempenho e construção para cabos de instrumentação com tensões de até 300 V. Além disso, normas como a NBR 7289, para cabos de controle, podem ser aplicáveis dependendo da complexidade do sistema. Essas diretrizes asseguram que o produto final possua as características necessárias de isolação, resistência à propagação de chama e, crucialmente, eficácia da blindagem, garantindo assim uma operação segura e em conformidade para qualquer planta industrial.
1. Cabo Instrumentação Blindagem Individual e Total (Tipo Bdc) A escolha técnica para evitar o efeito de “Crosstalk” (diafonia). Neste modelo, cada par ou terna possui sua própria fita de alumínio, além da blindagem geral. Essencial para plantas industriais onde múltiplos sinais de sensores trafegam no mesmo cabo sem distorção.
Norma: NBR 10300.
Destaque: Integridade absoluta do sinal.
2. Cabo de Instrumentação Armado (Proteção Mecânica) Para instalações em áreas agressivas ou diretamente enterrados, oferecemos a opção com Armação em Fita de Aço ou Trança de Aço Galvanizado. Esta camada extra protege a blindagem eletromagnética contra esmagamentos, cortes e roedores.
Aplicação: Indústria Petroquímica e Infraestrutura.
Em ambientes industriais, a prevalência de motores, inversores de frequência e outras cargas de alta potência gera um “ruído” eletromagnético significativo. Os cabos blindados para instrumentação são projetados especificamente para combater esse fenômeno. Por meio de sua construção com blindagens metálicas, eles criam uma gaiola de Faraday ao redor dos condutores internos. Portanto, essa barreira protetora intercepta e desvia as interferências para o sistema de aterramento, assegurando que o sinal original, seja ele de 4-20 mA, de um termopar ou de um protocolo digital, chegue ao seu destino sem corrupção e com a máxima precisão.
A eficácia de um cabo blindado para instrumentação está diretamente ligada ao tipo de blindagem empregada. A blindagem em fita de poliéster aluminizada (BFA) oferece uma cobertura de 100%, sendo particularmente eficiente contra ruídos de alta frequência (RFI). Por outro lado, a blindagem em malha de fios de cobre (BTC), nu ou estanhado, proporciona maior resistência mecânica e melhor performance em baixas frequências (EMI). Para ambientes extremamente agressivos, uma combinação de fita mais malha oferece a proteção mais robusta e completa contra uma vasta gama de interferências.
O coração dos cabos blindados para instrumentação são seus condutores, geralmente fabricados em cobre eletrolítico de alta pureza. A escolha da classe de encordoamento, como a classe 2 (rígido) ou a classe 5 (flexível), impacta diretamente na maleabilidade do cabo durante a instalação. Enquanto cabos mais rígidos são adequados para instalações fixas em bandejas e eletrocalhas, os cabos flexíveis são preferíveis em aplicações que exigem movimentação, como em painéis de controle ou na conexão de equipamentos que vibram. A seleção correta, portanto, otimiza tanto a instalação quanto a vida útil do componente.
Os materiais de isolação e cobertura dos cabos blindados para instrumentação são fundamentais para sua durabilidade e segurança. Compostos como o PVC (Policloreto de Vinila) e o PE (Polietileno) são amplamente utilizados na isolação das veias, oferecendo excelentes propriedades dielétricas. A cobertura externa, frequentemente em PVC, pode ser especificada para ter características especiais, como resistência a raios UV para instalações externas, resistência a óleos e graxas em ambientes industriais agressivos, e, crucialmente, propriedades de não propagação e autoextinção de chama, elevando a segurança da planta.
Para otimizar a transmissão de sinais e minimizar a diafonia (crosstalk) entre circuitos adjacentes, os cabos blindados para instrumentação são frequentemente construídos com condutores torcidos em pares ou ternas. Essa torção ajuda a cancelar electromagneticamente as interferências geradas entre os próprios condutores. Em cabos multipares, é comum a utilização de blindagem individual em cada par/terna, além de uma blindagem coletiva sobre o conjunto, proporcionando uma dupla barreira de proteção e garantindo a máxima integridade para múltiplos sinais trafegando no mesmo cabo.
Um elemento essencial e muitas vezes subestimado nos cabos blindados para instrumentação é o condutor dreno. Este fio de cobre estanhado, em contato contínuo com a blindagem metálica (geralmente a fita de alumínio), facilita a conexão da blindagem ao sistema de aterramento. Em vez de tentar conectar a frágil fita de alumínio a um terminal, o instalador simplesmente conecta o dreno. Essa prática garante uma terminação de 360° e um caminho de baixa impedância para a terra, sendo, por conseguinte, vital para a eficácia do sistema de blindagem.
A seleção de cabos blindados para instrumentação para a conexão de sensores e transmissores deve considerar a natureza do sinal. Para sinais analógicos de baixa tensão e corrente, como os de termopares ou células de carga, a proteção contra ruídos é absolutamente crítica para a precisão da medição. Para transmissores com comunicação digital sobreposta, como o protocolo HART, a qualidade do cabo garante não apenas a leitura do processo, mas também a comunicação para configuração e diagnóstico do dispositivo. Portanto, a escolha criteriosa é um passo fundamental no projeto.
Na automação de processos industriais, a confiabilidade é inegociável. Os cabos blindados para instrumentação são a espinha dorsal que interliga CLPs (Controladores Lógicos Programáveis), sistemas de supervisão (SCADA) e os dispositivos de campo. Eles são utilizados em circuitos de controle, sinalização, alarmes e medições. Uma falha na transmissão de um sinal pode levar a paradas de produção, perda de qualidade ou até mesmo a condições de risco operacional. Desse modo, o investimento em cabos de alta performance é uma medida de proteção para todo o ativo industrial.
A eficácia de um cabo blindado para instrumentação depende intrinsecamente de um sistema de aterramento adequado. A blindagem (ou “shield”) deve ser conectada à terra em apenas um ponto, geralmente no lado do painel de controle ou CLP. Esta técnica, conhecida como aterramento unifilar, evita a criação de “loops de terra”, que podem induzir correntes indesejadas na malha e, paradoxalmente, transformar a própria blindagem em uma fonte de ruído. Seguir essa prática de instalação é, portanto, tão importante quanto a escolha do cabo em si.
Em indústrias químicas, petroquímicas, de petróleo e gás, existem áreas classificadas com risco de explosão. Nessas zonas, os cabos blindados para instrumentação devem atender a requisitos ainda mais rigorosos. Além da proteção contra EMI, eles podem precisar ser do tipo segurança intrínseca (Ex-i), projetados para limitar a energia elétrica a níveis que não possam causar ignição de atmosferas explosivas. A conformidade com normas como a IEC 60079-14 é mandatória, garantindo que os cabos contribuam para a segurança integral da instalação.
Com o avanço da Indústria 4.0, os cabos blindados para instrumentação são cada vez mais utilizados para redes de comunicação industrial. Protocolos como Profibus PA e Foundation Fieldbus, que operam sobre um barramento de um único par de fios, dependem de cabos com impedância controlada e blindagem eficaz para garantir a comunicação digital entre múltiplos instrumentos e o sistema de controle. A especificação correta do cabo é um pré-requisito para o funcionamento estável e confiável dessas redes de campo digitais.
O ambiente industrial pode ser extremamente agressivo, com exposição a produtos químicos, óleos e temperaturas extremas. Por essa razão, é possível especificar cabos blindados para instrumentação com coberturas especiais que oferecem alta resistência a esses agentes. Materiais como poliuretanos ou elastômeros termoplásticos podem ser utilizados para garantir a integridade do cabo em locais com derramamentos químicos frequentes. Da mesma forma, para altas temperaturas, isolações em silicone ou outros compostos especiais garantem a operação contínua e segura.
Uma instalação profissional é crucial para o desempenho dos cabos blindados para instrumentação. É fundamental evitar que os cabos de sinal sejam instalados nas mesmas bandejas ou eletrodutos que os cabos de potência de alta corrente. Quando o cruzamento é inevitável, ele deve ser feito a 90 graus para minimizar a indução de ruído. Além disso, deve-se respeitar o raio mínimo de curvatura especificado pelo fabricante para evitar danos à estrutura interna do cabo, o que poderia comprometer tanto a isolação quanto a eficácia da blindagem.
Embora projetados para longa durabilidade, a manutenção preditiva dos cabos blindados para instrumentação é uma boa prática. Inspeções visuais em busca de danos na cobertura externa, especialmente em áreas de alta vibração ou exposição a intempéries, podem prevenir falhas futuras. Verificar a integridade das conexões de aterramento também é fundamental. Um cabo bem especificado e corretamente instalado pode ter uma vida útil de décadas, contudo, o monitoramento periódico garante que ele continue a entregar o máximo desempenho e confiabilidade ao longo de todo o seu ciclo de vida.
Para aplicações que demandam a passagem de múltiplos sinais sensíveis em um único cabo (multipares), a utilização de cabos blindados para instrumentação com blindagem individual e coletiva (BIC) é a solução ideal. Cada par ou terna possui sua própria blindagem em fita de alumínio, protegendo os sinais contra a interferência mútua (diafonia). Adicionalmente, uma blindagem coletiva global protege todo o conjunto contra interferências externas. Essa construção robusta é a escolha preferida para otimizar espaço em bandejas sem sacrificar a integridade do sinal.
Em instalações externas, como em plantas solares, plataformas de petróleo ou áreas industriais abertas, os cabos blindados para instrumentação estão diretamente expostos à radiação ultravioleta (UV) do sol. A radiação UV pode degradar rapidamente os materiais de cobertura convencionais, levando a rachaduras e à perda de proteção mecânica e isolamento. Por isso, é essencial especificar cabos com cobertura externa contendo aditivos anti-UV, geralmente na cor preta, que garantem a resistência e a longevidade do cabo mesmo sob exposição solar constante.
Para facilitar a instalação e a manutenção, os cabos blindados para instrumentação possuem sistemas de identificação de veias claros e padronizados. A NBR 10300 estabelece códigos de cores ou numeração para os condutores individuais, pares e ternas. Essa codificação permite que o instalador conecte corretamente as extremidades do cabo sem risco de erros, o que é especialmente crítico em cabos multipares com dezenas de condutores. Uma identificação precisa economiza tempo de comissionamento e simplifica futuras intervenções de manutenção no sistema.
O campo dos cabos blindados para instrumentação continua a evoluir, impulsionado pelas demandas por maiores taxas de dados, maior resistência a ambientes hostis e integração com tecnologias de IIoT (Internet Industrial das Coisas). A pesquisa foca em novos materiais de isolação e blindagem que sejam mais leves, mais flexíveis e com desempenho superior em altas frequências. Consequentemente, a parceria com um fornecedor especializado e inovador é a garantia de ter acesso às soluções mais avançadas para os desafios de conectividade do presente e do futuro.
Pergunta 1: Qual a função do “Dreno” (Drain Wire) nos cabos blindados? Resposta: O fio de dreno é um condutor de cobre estanhado que fica em contato constante com a fita de alumínio (blindagem). Sua função é facilitar o aterramento da blindagem. Ao conectar o dreno à terra no painel, você “drena” as correntes parasitas induzidas pela interferência eletromagnética, garantindo que o sinal do instrumento chegue limpo ao controlador.
Pergunta 2: Posso usar cabo de instrumentação para ligar motores ou válvulas solenóides? Resposta: Cuidado. Cabos de instrumentação (NBR 10300) são projetados para sinais de baixa potência (geralmente 300V) e corrente muito baixa. Para alimentação de força, válvulas ou motores, o correto é utilizar Cabos de Controle (NBR 7289) ou Potência, que possuem isolação para 500V/1kV e condutores dimensionados para correntes maiores. Usar instrumentação para força pode causar aquecimento e falha de isolação.
Pergunta 3: Qual a diferença entre Pares e Ternas na instrumentação? Resposta: Os cabos são formados por conjuntos torcidos.
Pares (2 vias): Usados para a maioria dos sinais analógicos (4-20mA) e digitais simples.
Ternas (3 vias): Usadas quando o instrumento exige um terceiro fio (ex: alimentação separada, RTDs a 3 fios ou redundância). A Innovcable fabrica ambas as opções com blindagem total ou individual, identificados por cores (preto/branco ou preto/branco/vermelho) e numeração sequencial.

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Maritimus® Cabo Naval Unipolar de Potência e Controle; Armado; Max. 300,00mm²; 0,6/1 kV; 1 condutor; XLPE / SHF1; Flame Retardant; +90°C; IEC 60092

Maritimus® Cabo Naval Unipolar de Potência e Controle; Max. 120,00mm²; 0,6/1 kV; 1 condutor; MICA / XLPE / SHF1; Fire Resistant; +90°C; IEC 60092; 60331

Maritimus® Cabo Naval Multipolar de Potência e Controle Armado; Max. 120,00mm²; 0,6/1 kV; 1 condutor; MICA / XLPE / SHF1; Fire Resistant; +90°C; IEC 60092; 60331
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